23.4.04
[amigos, será amigos????]
Um simples amigo pensa que a amizade acabou depois de uma discussão.
Um amigo de verdade sabe que não é amizade enquanto não teve a primeira briga.
Um amigo pra caralho xinga você, chuta o seu cachorro e risca teu carro, mas ta tudo bem.
Um simples amigo odeia quando você liga depois que ele já se deitou.
Um amigo de verdade pergunta por que você demorou tanto para ligar.
Um amigo pra caralho pergunta se você ta virando veado pra ligar aquela hora, te manda dormir e ir curar tuas mágoas com cachaça.
Um simples amigo procura você para conversar sobre seus próprios problemas.
Um amigo de verdade procura você para te ajudar com os teus problemas.
Um amigo pra caralho procura você, te ajuda com os teus problemas e ainda te leva pra gandaia e paga todas
Um simples amigo espera que você esteja sempre lá para ele.
Um amigo de verdade espera sempre estar lá, para você!!!
Um amigo pra caralho te espera duas horas no bar até ficar revoltado. Vai até a sua casa, xinga você, chuta o teu cachorro e risca seu carro, tudo de novo.
Um simples amigo, ao visitá-lo, age como uma visita.
Um amigo de verdade abre a geladeira e serve-se sozinho.
Uma amiga pá caralho abre a geladeira, serve-se sozinho e ainda reclama que só tem Kaiser.
Um simples amigo pensa que a amizade acabou depois de uma discussão.
Um amigo de verdade sabe que não é amizade enquanto não teve a primeira briga.
Um amigo pra caralho xinga você, chuta o seu cachorro e risca teu carro, mas ta tudo bem.
Um simples amigo odeia quando você liga depois que ele já se deitou.
Um amigo de verdade pergunta por que você demorou tanto para ligar.
Um amigo pra caralho pergunta se você ta virando veado pra ligar aquela hora, te manda dormir e ir curar tuas mágoas com cachaça.
Um simples amigo procura você para conversar sobre seus próprios problemas.
Um amigo de verdade procura você para te ajudar com os teus problemas.
Um amigo pra caralho procura você, te ajuda com os teus problemas e ainda te leva pra gandaia e paga todas
Um simples amigo espera que você esteja sempre lá para ele.
Um amigo de verdade espera sempre estar lá, para você!!!
Um amigo pra caralho te espera duas horas no bar até ficar revoltado. Vai até a sua casa, xinga você, chuta o teu cachorro e risca seu carro, tudo de novo.
Um simples amigo, ao visitá-lo, age como uma visita.
Um amigo de verdade abre a geladeira e serve-se sozinho.
Uma amiga pá caralho abre a geladeira, serve-se sozinho e ainda reclama que só tem Kaiser.
12.4.04
[somos todos redes móveis]
Retirado: texto de Fábio Fernandes - Cibercultura
;-* Catia _ IL Interlagos
Livro: Me ++ - The Cyborg Self and the Networked City, William J. Mitchell - The MIT Press, 2003, $19,57
Se existe algo que tem se disseminado mais do que as novas tecnologias nos últimos anos, são livros sobre as novas tecnologias. Seja elogiando, seja criticando, esses livros concorrem cabeça-a-cabeça com livros de auto-ajuda nas prateleiras das livrarias. Para usar a famosa classificação de Umberto Eco, nem apocalípticos nem integrados querem ficar de fora da discussão.
Isso está gerando uma grande quantidade de material redundante e que já chega obsoleto às livrarias, mas por outro lado tem nos presenteado periodicamente com algumas análises lúcidas da vida conectada no início do século vinte e um. "Me ++" é uma dessas análises que fazem a diferença.
Escrito por William J. Mitchell - professor de Arquitetura, Artes e Ciências Midiáticas, Reitor da Escola de Arquitetura e Planejamento do MIT e autor de "City of Bits", onde analisava a relação da Internet com o espaço urbano - "Me ++" leva suas considerações um passo além e amplia o espectro para a figura do ser humano. Como viver num mundo onde as tecnologias já estão efetivamente mudando códigos e políticas no cotidiano?
Não se trata, contudo, de mais um elogio deslavado aos PCs, GPS, PDAs e outros acrônimos fundamentais. Mitchell parte do Humano com H maiúsculo e o transforma num Eu (Me) com algo a mais (representado pelos dois sinais de plus), partindo do princípio de que consistimos "de um núcleo biológico cercado por sistemas construídos e estendido por meio de fronteiras e redes". As fronteiras, segundo ele, definem um espaço de invólucros e lugares, ao passo que as redes estabelecem um espaço de vínculos e fluxos.
Mitchell vê o homem como ciborgue, e retoma do ponto onde Donna Haraway parou em seu clássico "Manifesto Ciborgue": onde Haraway postula uma possível ciborguização do ser humano por conta da nossa utilização de implementos eletrônicos (como walkmans e celulares) praticamente colados no corpo, ele se concentra na política das comunicações sem fio, o que já começa a formar uma espécie de cultura wireless, ou, como Mitchell diz, eletronômade.
Citando exemplos como o filme "Minority Report", de Steven Spielberg, onde as pessoas carregam implantadas em seus corpos suas informações pessoais, que são constantemente lidas por scanners de retina onde quer que elas se desloquem (o que ao mesmo tempo facilita a vida do cidadão e permite sua vigilância pelo Estado), Mitchell observa que o mundo de hoje já é um mundo de nomadismo eletrônico, e nele nos tornamos terminais de duas pernas, endereços de IP ambulantes, redes wireless móveis, desenvolvendo e ampliando cada vez mais a fronteira hertziana de modo a nos tornarmos independentes de terminais fixos.
Mas, como um bom pensador da arquitetura e dos espaços urbanos, Mitchell não prega o nomadismo total em detrimento de estruturas fixas. A palavra de ordem de "Me ++" é flexibilidade: para ele, o eletronomadismo só funciona plenamente em conjunção com espaços urbanos adaptados às novas tecnologias, citando como exemplo o Bryant Park, em Manhattan, que foi um dos primeiros lugares públicos a oferecer conectividade ao ar livre.
A grande sacada de Mitchell é justamente não ceder (não totalmente) ao coro dos integrados e perceber que a maior vantagem da cultura wireless não reside em sua pretensa virtualidade - condição que, aliás, ele nega com veemência - mas justamente no fato de que a transmissão on-line sem fronteiras permite o melhor gerenciamento de serviços bastante concretos, como linhas de transmissão telefônicas e abastecimento de água.
E a "morte da distância" sempre prometida pelos profetas das telecomunicações, para Mitchell, não destrói o poder das culturas locais. Citando os fóruns de Davos e de Porto Alegre como exemplo, ele deixa claro que não acredita no conceito de aldeia global conforme proposto por Marshall McLuhan, mas sim em uma interconectividade ética: novas formações cívicas localizadas geograficamente, mas espacialmente descontínuas, que se conectam e formam um novo tipo de integração.
Nesse caldo pós-moderno de livros sobre tecnologias digitais, "Me ++" se destaca de forma maciça porém elegante, como uma arcologia de Paolo Soleri. Altamente recomendável.
Se existe algo que tem se disseminado mais do que as novas tecnologias nos últimos anos, são livros sobre as novas tecnologias. Seja elogiando, seja criticando, esses livros concorrem cabeça-a-cabeça com livros de auto-ajuda nas prateleiras das livrarias. Para usar a famosa classificação de Umberto Eco, nem apocalípticos nem integrados querem ficar de fora da discussão.
Isso está gerando uma grande quantidade de material redundante e que já chega obsoleto às livrarias, mas por outro lado tem nos presenteado periodicamente com algumas análises lúcidas da vida conectada no início do século vinte e um. "Me ++" é uma dessas análises que fazem a diferença.
Escrito por William J. Mitchell - professor de Arquitetura, Artes e Ciências Midiáticas, Reitor da Escola de Arquitetura e Planejamento do MIT e autor de "City of Bits", onde analisava a relação da Internet com o espaço urbano - "Me ++" leva suas considerações um passo além e amplia o espectro para a figura do ser humano. Como viver num mundo onde as tecnologias já estão efetivamente mudando códigos e políticas no cotidiano?
Não se trata, contudo, de mais um elogio deslavado aos PCs, GPS, PDAs e outros acrônimos fundamentais. Mitchell parte do Humano com H maiúsculo e o transforma num Eu (Me) com algo a mais (representado pelos dois sinais de plus), partindo do princípio de que consistimos "de um núcleo biológico cercado por sistemas construídos e estendido por meio de fronteiras e redes". As fronteiras, segundo ele, definem um espaço de invólucros e lugares, ao passo que as redes estabelecem um espaço de vínculos e fluxos.
Mitchell vê o homem como ciborgue, e retoma do ponto onde Donna Haraway parou em seu clássico "Manifesto Ciborgue": onde Haraway postula uma possível ciborguização do ser humano por conta da nossa utilização de implementos eletrônicos (como walkmans e celulares) praticamente colados no corpo, ele se concentra na política das comunicações sem fio, o que já começa a formar uma espécie de cultura wireless, ou, como Mitchell diz, eletronômade.
Citando exemplos como o filme "Minority Report", de Steven Spielberg, onde as pessoas carregam implantadas em seus corpos suas informações pessoais, que são constantemente lidas por scanners de retina onde quer que elas se desloquem (o que ao mesmo tempo facilita a vida do cidadão e permite sua vigilância pelo Estado), Mitchell observa que o mundo de hoje já é um mundo de nomadismo eletrônico, e nele nos tornamos terminais de duas pernas, endereços de IP ambulantes, redes wireless móveis, desenvolvendo e ampliando cada vez mais a fronteira hertziana de modo a nos tornarmos independentes de terminais fixos.
Mas, como um bom pensador da arquitetura e dos espaços urbanos, Mitchell não prega o nomadismo total em detrimento de estruturas fixas. A palavra de ordem de "Me ++" é flexibilidade: para ele, o eletronomadismo só funciona plenamente em conjunção com espaços urbanos adaptados às novas tecnologias, citando como exemplo o Bryant Park, em Manhattan, que foi um dos primeiros lugares públicos a oferecer conectividade ao ar livre.
A grande sacada de Mitchell é justamente não ceder (não totalmente) ao coro dos integrados e perceber que a maior vantagem da cultura wireless não reside em sua pretensa virtualidade - condição que, aliás, ele nega com veemência - mas justamente no fato de que a transmissão on-line sem fronteiras permite o melhor gerenciamento de serviços bastante concretos, como linhas de transmissão telefônicas e abastecimento de água.
E a "morte da distância" sempre prometida pelos profetas das telecomunicações, para Mitchell, não destrói o poder das culturas locais. Citando os fóruns de Davos e de Porto Alegre como exemplo, ele deixa claro que não acredita no conceito de aldeia global conforme proposto por Marshall McLuhan, mas sim em uma interconectividade ética: novas formações cívicas localizadas geograficamente, mas espacialmente descontínuas, que se conectam e formam um novo tipo de integração.
Nesse caldo pós-moderno de livros sobre tecnologias digitais, "Me ++" se destaca de forma maciça porém elegante, como uma arcologia de Paolo Soleri. Altamente recomendável.
Retirado: texto de Fábio Fernandes - Cibercultura
;-* Catia _ IL Interlagos
1.4.04
revista E n. 81, fevereiro 2004.
Editorial
Progresso equilibrado
Editorial
Progresso equilibrado
Desde a sua criação, há quase sessenta anos, o Sesc proporciona condições de exercício da cidadania por meio de programas sócio-culturais, de saúde e de lazer. Um vasto conjunto de ações permite ampliar as oportunidades de bem-estar e de usufruto dos bens da sociedade, materiais e simbólicos, de todas as faixas etárias e das mais variadas condições sociais, com ênfase nos estratos de menor renda.
Para o empresariado do comércio e dos serviços, as atividades destinadas às artes, aos esportes, à alimentação, à odontologia, ao desenvolvimento infantil, aos idosos, ao turismo social e à proteção ambiental refletem necessidades compatíveis com um progresso equilibrado e democraticamente distribuído.
Uma das carências mais recentes - o acesso ao mundo digital e informático - tem se tornado cada dia mais vigorosa e inadiável. A partir do momento em que optou por desenvolver esse programa em suas instalações, a entidade tem ampliado, regularmente, o número de salas de Internet Livre em suas unidades da capital e do interior do Estado. Este serviço, com as características modernas da virtualidade, permanece com a marca de um bem público.
Abram Szajman
Presidente do Conselho Regional do Sesc no Estado de São Paulo
Da redação
Os últimos anos marcaram o forte retorno das produções cinematográficas brasileiras às telas. A cada nova temporada, os filmes nacionais conquistam maiores platéias, quebrando recordes de público, além de trilharem uma carreira elogiada em festivais internacionais. A matéria de capa procura identificar junto a estudiosos, diretores e críticos a existência de uma chamada estética paulista de cinema. Em oposição a outros estilos, o jeitinho de São Paulo encarar a câmera é analisado a partir do conteúdo posto na telas, da construção de seus mais célebres personagens, assim como o temperamento e o traçado urbano de sua metrópole.
Na Entrevista, uma conversa bem-humorada e reveladora dos caminhos da arte brasileira com o diretor e ator Antônio Abujamra.
Entre as reportagens, um flagrante do sofrimento imposto ao corpo humano pelas armadilhas do estresse paulistano, a inauguração das novas salas de Internet Livre do Sesc e os bastidores criativos da ópera Porti-Nari.
Nos Depoimentos, a historiadora e escritora Ana Luiza Martins falando sobre São Paulo e o compositor Luiz Tatit comentando suas músicas.
No Em Pauta, especialistas discutem a programação televisiva brasileira, e, na Ficção Inédita, uma história de Luís Fernando Pereira.
Não deixe de consultar as atividades de fevereiro do Sesc São Paulo no Caderno de Programação.
Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do Sesc de São Paulo

Internet Livre
Ampliando a rede
A Internet Livre do Sesc São Paulo inaugura novas salas nas unidades de Itaquera e Interlagos e outras seis no interior
O programa do Sesc São Paulo que, formado por salas com computadores conectados à rede mundial, representa a resposta imediata da instituição ao que se configura como uma das grandes revoluções mundiais na comunicação, ou seja, acesso simples à rede, ganha reforço com a inauguração de mais nove pontos. Desde os dias 24 e 25 de janeiro, as unidades de Itaquera e Interlagos passaram a integrar essa rede, enquanto entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira de março as unidades de Bauru, Catanduva, Piracicaba, São José do Rio Preto, São Carlos, Ribeirão Preto e Santos passam a integrar o programa. Da arquitetura das salas à capacitação dos instrutores (conhecidos como webanimadores), a iniciativa será a mesma: aliar as infinitas possibilidades da internet com o intuito de promover cultura, lazer e informação a um número ainda maior de pessoas. Porém, como as unidades do Sesc localizadas em diferentes regiões mostram que o seu entorno marca fortemente a vocação do espaço, novidades podem ser aguardadas.
"As salas de Itaquera e Intergalos têm uma especificidade um pouco diferenciada das demais", começa explicando Vinícius Terra, coordenador geral da Internet Livre do Sesc. "Até por estarem em unidades campestres, elas são bem maiores, quase o dobro das outras salas." O Sesc São Paulo percebeu que existe uma necessidade especial em relação ao atendimento do público freqüentador das unidades campestres. Por se tratar de regiões carentes de espaços direcionados ao lazer e à cultura, considerou-se que a presença da Internet Livre nessas unidades ganharia um papel especial. "Isso pôde ser percebido até pela própria freqüência com que as pessoas vão ao cinema, por exemplo", continua Vinícius. "Até hoje, a gente constata nas sessões de cinema que são feitas na unidade de Itaquera aos sábados e domingos que algumas crianças nunca tinham ido ao cinema. Com isso, a gente percebe que o acesso às mídias, à tecnologia ou à arte e informação é bem mais dificultado nessas áreas periféricas de São Paulo."
Isso reforça também o grande diferencial que a Internet Livre apresenta quando comparada a outros serviços de acesso à rede. Mais do que nunca, o desafio será encarar a web como um novo meio de educação, capaz de oferecer aos seus usuários ferramentas de aprendizado, e não apenas mais um veículo de entretenimento. As novas salas da capital foram construídas em espaços já existentes nas unidades. Em Itaquera, a sala de Internet Livre está conjugada à brinquedoteca, enquanto, em Interlagos, ela se alia ao espaço de leitura. Dessa forma, são grandes as possibilidades de um espaço alavancar o outro. "Geralmente as salas de internet são locais de convívio, as pessoas vão e esperam para usar os computadores, por isso existiu a preocupação de conjugar os serviços, criando uma espera ativa", revela Vinícius. "Enquanto aguardam para utilizar as máquinas, as pessoas podem ficar assistindo aos filmes, vendo os telões, ou mesmo lendo e utilizando a brinquedoteca, dilatando o espaço de internet para essa outra convivência."
Novas expectativas
As unidades campestres do Sesc possuem uma relação muito grande com o público escolar. Até por conta dos programas de ecologia e meio ambiente existentes em ambas, várias escolas passam o dia em visitação aos espaços, além de existir um trabalho intenso com a formação de professores. Dessa forma, dentro da concepção arquitetônica das salas, considerou-se um direcionamento para esse público. Algumas mesas são direcionadas ao público infantil - adequação mais presente nessas novas salas que nas demais - e os horários reservados a escolas também ganham atenção especial. Além disso, haverá um trabalho com CD-ROMs relacionados ao meio ambiente e preservação, aproveitando a vocação das unidades. As próprias equipes de programação de Itaquera e Interlagos mostram uma preocupação em integrar as salas de Internet Livre ao enfoque geral de suas atividades. "As salas de Internet Livre sempre partem do pressuposto de que não estão isoladas", volta Vinícius. "Elas estão inseridas dentro de uma unidade do Sesc que já existia antes dela. Uma unidade com a qual ela vai dialogar o tempo todo. Isso também vai ser estimulado pelos instrutores de internet. E é a partir desse diálogo que essa promoção vai se formar."
Por se tratar das primeiras salas abertas dentro das unidades campestres, que recebem um público geralmente interessado em atividades ao ar livre - o parque aquático de Itaquera, por exemplo, chega a receber até 5 mil pessoas num dia ensolarado -, ainda não está claro como será feita a apropriação dos novos equipamentos por parte dos usuários. No entanto, a experiência de mais de dois anos do programa já mostrou que os jovens formam grande parte do público interessado. Daí, uma expectativa semelhante no caso das novas salas. Quanto à programação, espera-se que as visitações caminhem para uma divisão que apontará a semana como um período de recebimento de escolas e trabalhos mais direcionados; e um final de semana com uma utilização livre, porém voltada ao ensino do uso comunitário da rede. "Com certeza, serão constatadas demandas sociais bem fortes também", projeta Vinícius. "Coisas como declaração de imposto de renda, abertura de contas de e-mail, acesso a sites de serviços públicos e coisas assim." O coordenador lembra que na zona leste paulistana, por exemplo, onde se localiza a unidade de Itaquera, o acesso à internet é disponibilizado apenas pelo shopping center local, mas ainda assim trata-se de um serviço caro. "Não é o caso de dizer que essa demanda esteja necessariamente reprimida, mas com certeza ela acabará sendo identificada na medida em que as pessoas começarem a perceber as possibilidades de utilização da internet."
Quanto ao perfil das unidades, não se espera - e nem foi esse o intuito - que a Internet Livre vá "concorrer" com os demais equipamentos que sempre atraíram recordes de público. Pode até ser que surja a figura de um usuário mais interessado especificamente na internet ali disponibilizada democraticamente, porém não deixará de ser cultivada a relação das salas com os demais espaços das unidades. "Ou seja, o que a gente menos quer é que as pessoas usem o Sesc para somente uma coisa. A idéia é exatamente o contrário: é ampliar as formas de lazer e aprendizado", conclui Vinícius.
Bem-vindos à rede - Atividades de inauguração foram síntese das possibilidades tecnológicas
Na inauguração dos dias 24 e 25 de janeiro, a intenção foi criar um impacto para marcar a novidade. E para isso foram convidados grupos artísticos que mostraram o uso da internet como ferramenta de criação artística. Performances que aliaram teatro ao uso de webcams (câmeras de vídeo ligadas ao computador), criação de rádios com difusão via internet e trabalhos com fotografia digital. Uma espécie de panorama das possibilidades e recursos que a internet permite. Já na área social, os trabalhos foram centrados na figura dos instrutores - ou webanimadores, como são chamados. Durante os dois dias foi realizada uma série de atividades com o objetivo de mostrar os serviços públicos disponíveis por meio da rede - sites dos Correios, Prefeitura, Delegacia Eletrônica etc. -, além de formas de comunicação como e-mail, chats (salas de bate-papo) e videopapo. Os dias foram dedicados a, de um lado, estimular as pessoas a conhecer o horizonte de práticas que podem ser desenvolvidas na arte relacionada à internet e, de outro, à relação da rede como sendo um mecanismo de tecnologia de informação, de troca, facilitação de contato e difusão de conteúdo. Em Itaquera, a sala está conjugada com o espaço do café e de exposições. Em Interlagos, ela está na sede social da unidade, anexa também ao espaço de exposições e de oficinas. Em ambos os casos, elas se encontram em espaços mais "calmos" das unidades, facilitando a navegação.
A web de todos - As demais salas de Internet Livre continuam levando lazer e conhecimento
A experiência da Internet Livre nas salas já existentes apontou para uma metodologia de trabalho que se apóia em três pilares básicos na educação informal, por meio da internet: a orientação dirigida, oferecida pelos instrutores; a realização sistemática de oficinas, workshops e cursos; e uma terceira forma de atuação, a intervenção aberta. A primeira corresponde ao uso propriamente dito dos computadores; a segunda corresponde à realização das oficinas, refletindo um modelo de sucesso no campo da educação informal; enquanto a terceira linha corresponde a uma forma especial de trabalhar com os internautas, a chamada intervenção aberta. É essa que melhor reflete a preocupação do Sesc São Paulo em reafirmar seu trabalho de socialização da comunidade, unindo gerações e interesses diferentes em torno do mesmo intuito: a consolidação da cidadania, com seus direitos e deveres. As salas recebem um número de usuários que varia de 250 a 300 pessoas por dia. Um número fixo, tendo em vista que a política de utilização é uma só para todas elas: uso de meia hora, com a possibilidade de um mesmo usuário repetir a dose no mesmo dia, caso a demanda não esteja muito grande, o que fica mais difícil nos finais de semana, quando o número de interessados aumenta cerca de 30%.
O arsenal digital
As salas da Internet Livre de Interlagos e Itaquera possuem, cada uma, 32 computadores, um projetor datashow com telão e mais três telas de plasma. Todos os computadores possuem programas multimídias e contam também com terminal central com placas de áudio e vídeo para oficinas com demandas mais sofisticadas, além de mesas de som com doze canais. Todo esse arsenal digital espera atender cerca de quinhentos usuários por dia.
Para o empresariado do comércio e dos serviços, as atividades destinadas às artes, aos esportes, à alimentação, à odontologia, ao desenvolvimento infantil, aos idosos, ao turismo social e à proteção ambiental refletem necessidades compatíveis com um progresso equilibrado e democraticamente distribuído.
Uma das carências mais recentes - o acesso ao mundo digital e informático - tem se tornado cada dia mais vigorosa e inadiável. A partir do momento em que optou por desenvolver esse programa em suas instalações, a entidade tem ampliado, regularmente, o número de salas de Internet Livre em suas unidades da capital e do interior do Estado. Este serviço, com as características modernas da virtualidade, permanece com a marca de um bem público.
Abram Szajman
Presidente do Conselho Regional do Sesc no Estado de São Paulo
Da redação
Os últimos anos marcaram o forte retorno das produções cinematográficas brasileiras às telas. A cada nova temporada, os filmes nacionais conquistam maiores platéias, quebrando recordes de público, além de trilharem uma carreira elogiada em festivais internacionais. A matéria de capa procura identificar junto a estudiosos, diretores e críticos a existência de uma chamada estética paulista de cinema. Em oposição a outros estilos, o jeitinho de São Paulo encarar a câmera é analisado a partir do conteúdo posto na telas, da construção de seus mais célebres personagens, assim como o temperamento e o traçado urbano de sua metrópole.
Na Entrevista, uma conversa bem-humorada e reveladora dos caminhos da arte brasileira com o diretor e ator Antônio Abujamra.
Entre as reportagens, um flagrante do sofrimento imposto ao corpo humano pelas armadilhas do estresse paulistano, a inauguração das novas salas de Internet Livre do Sesc e os bastidores criativos da ópera Porti-Nari.
Nos Depoimentos, a historiadora e escritora Ana Luiza Martins falando sobre São Paulo e o compositor Luiz Tatit comentando suas músicas.
No Em Pauta, especialistas discutem a programação televisiva brasileira, e, na Ficção Inédita, uma história de Luís Fernando Pereira.
Não deixe de consultar as atividades de fevereiro do Sesc São Paulo no Caderno de Programação.
Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do Sesc de São Paulo

Internet Livre
Ampliando a rede
A Internet Livre do Sesc São Paulo inaugura novas salas nas unidades de Itaquera e Interlagos e outras seis no interior
O programa do Sesc São Paulo que, formado por salas com computadores conectados à rede mundial, representa a resposta imediata da instituição ao que se configura como uma das grandes revoluções mundiais na comunicação, ou seja, acesso simples à rede, ganha reforço com a inauguração de mais nove pontos. Desde os dias 24 e 25 de janeiro, as unidades de Itaquera e Interlagos passaram a integrar essa rede, enquanto entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira de março as unidades de Bauru, Catanduva, Piracicaba, São José do Rio Preto, São Carlos, Ribeirão Preto e Santos passam a integrar o programa. Da arquitetura das salas à capacitação dos instrutores (conhecidos como webanimadores), a iniciativa será a mesma: aliar as infinitas possibilidades da internet com o intuito de promover cultura, lazer e informação a um número ainda maior de pessoas. Porém, como as unidades do Sesc localizadas em diferentes regiões mostram que o seu entorno marca fortemente a vocação do espaço, novidades podem ser aguardadas.
"As salas de Itaquera e Intergalos têm uma especificidade um pouco diferenciada das demais", começa explicando Vinícius Terra, coordenador geral da Internet Livre do Sesc. "Até por estarem em unidades campestres, elas são bem maiores, quase o dobro das outras salas." O Sesc São Paulo percebeu que existe uma necessidade especial em relação ao atendimento do público freqüentador das unidades campestres. Por se tratar de regiões carentes de espaços direcionados ao lazer e à cultura, considerou-se que a presença da Internet Livre nessas unidades ganharia um papel especial. "Isso pôde ser percebido até pela própria freqüência com que as pessoas vão ao cinema, por exemplo", continua Vinícius. "Até hoje, a gente constata nas sessões de cinema que são feitas na unidade de Itaquera aos sábados e domingos que algumas crianças nunca tinham ido ao cinema. Com isso, a gente percebe que o acesso às mídias, à tecnologia ou à arte e informação é bem mais dificultado nessas áreas periféricas de São Paulo."
Isso reforça também o grande diferencial que a Internet Livre apresenta quando comparada a outros serviços de acesso à rede. Mais do que nunca, o desafio será encarar a web como um novo meio de educação, capaz de oferecer aos seus usuários ferramentas de aprendizado, e não apenas mais um veículo de entretenimento. As novas salas da capital foram construídas em espaços já existentes nas unidades. Em Itaquera, a sala de Internet Livre está conjugada à brinquedoteca, enquanto, em Interlagos, ela se alia ao espaço de leitura. Dessa forma, são grandes as possibilidades de um espaço alavancar o outro. "Geralmente as salas de internet são locais de convívio, as pessoas vão e esperam para usar os computadores, por isso existiu a preocupação de conjugar os serviços, criando uma espera ativa", revela Vinícius. "Enquanto aguardam para utilizar as máquinas, as pessoas podem ficar assistindo aos filmes, vendo os telões, ou mesmo lendo e utilizando a brinquedoteca, dilatando o espaço de internet para essa outra convivência."
Novas expectativas
As unidades campestres do Sesc possuem uma relação muito grande com o público escolar. Até por conta dos programas de ecologia e meio ambiente existentes em ambas, várias escolas passam o dia em visitação aos espaços, além de existir um trabalho intenso com a formação de professores. Dessa forma, dentro da concepção arquitetônica das salas, considerou-se um direcionamento para esse público. Algumas mesas são direcionadas ao público infantil - adequação mais presente nessas novas salas que nas demais - e os horários reservados a escolas também ganham atenção especial. Além disso, haverá um trabalho com CD-ROMs relacionados ao meio ambiente e preservação, aproveitando a vocação das unidades. As próprias equipes de programação de Itaquera e Interlagos mostram uma preocupação em integrar as salas de Internet Livre ao enfoque geral de suas atividades. "As salas de Internet Livre sempre partem do pressuposto de que não estão isoladas", volta Vinícius. "Elas estão inseridas dentro de uma unidade do Sesc que já existia antes dela. Uma unidade com a qual ela vai dialogar o tempo todo. Isso também vai ser estimulado pelos instrutores de internet. E é a partir desse diálogo que essa promoção vai se formar."
Por se tratar das primeiras salas abertas dentro das unidades campestres, que recebem um público geralmente interessado em atividades ao ar livre - o parque aquático de Itaquera, por exemplo, chega a receber até 5 mil pessoas num dia ensolarado -, ainda não está claro como será feita a apropriação dos novos equipamentos por parte dos usuários. No entanto, a experiência de mais de dois anos do programa já mostrou que os jovens formam grande parte do público interessado. Daí, uma expectativa semelhante no caso das novas salas. Quanto à programação, espera-se que as visitações caminhem para uma divisão que apontará a semana como um período de recebimento de escolas e trabalhos mais direcionados; e um final de semana com uma utilização livre, porém voltada ao ensino do uso comunitário da rede. "Com certeza, serão constatadas demandas sociais bem fortes também", projeta Vinícius. "Coisas como declaração de imposto de renda, abertura de contas de e-mail, acesso a sites de serviços públicos e coisas assim." O coordenador lembra que na zona leste paulistana, por exemplo, onde se localiza a unidade de Itaquera, o acesso à internet é disponibilizado apenas pelo shopping center local, mas ainda assim trata-se de um serviço caro. "Não é o caso de dizer que essa demanda esteja necessariamente reprimida, mas com certeza ela acabará sendo identificada na medida em que as pessoas começarem a perceber as possibilidades de utilização da internet."
Quanto ao perfil das unidades, não se espera - e nem foi esse o intuito - que a Internet Livre vá "concorrer" com os demais equipamentos que sempre atraíram recordes de público. Pode até ser que surja a figura de um usuário mais interessado especificamente na internet ali disponibilizada democraticamente, porém não deixará de ser cultivada a relação das salas com os demais espaços das unidades. "Ou seja, o que a gente menos quer é que as pessoas usem o Sesc para somente uma coisa. A idéia é exatamente o contrário: é ampliar as formas de lazer e aprendizado", conclui Vinícius.
Bem-vindos à rede - Atividades de inauguração foram síntese das possibilidades tecnológicas
Na inauguração dos dias 24 e 25 de janeiro, a intenção foi criar um impacto para marcar a novidade. E para isso foram convidados grupos artísticos que mostraram o uso da internet como ferramenta de criação artística. Performances que aliaram teatro ao uso de webcams (câmeras de vídeo ligadas ao computador), criação de rádios com difusão via internet e trabalhos com fotografia digital. Uma espécie de panorama das possibilidades e recursos que a internet permite. Já na área social, os trabalhos foram centrados na figura dos instrutores - ou webanimadores, como são chamados. Durante os dois dias foi realizada uma série de atividades com o objetivo de mostrar os serviços públicos disponíveis por meio da rede - sites dos Correios, Prefeitura, Delegacia Eletrônica etc. -, além de formas de comunicação como e-mail, chats (salas de bate-papo) e videopapo. Os dias foram dedicados a, de um lado, estimular as pessoas a conhecer o horizonte de práticas que podem ser desenvolvidas na arte relacionada à internet e, de outro, à relação da rede como sendo um mecanismo de tecnologia de informação, de troca, facilitação de contato e difusão de conteúdo. Em Itaquera, a sala está conjugada com o espaço do café e de exposições. Em Interlagos, ela está na sede social da unidade, anexa também ao espaço de exposições e de oficinas. Em ambos os casos, elas se encontram em espaços mais "calmos" das unidades, facilitando a navegação.
A web de todos - As demais salas de Internet Livre continuam levando lazer e conhecimento
A experiência da Internet Livre nas salas já existentes apontou para uma metodologia de trabalho que se apóia em três pilares básicos na educação informal, por meio da internet: a orientação dirigida, oferecida pelos instrutores; a realização sistemática de oficinas, workshops e cursos; e uma terceira forma de atuação, a intervenção aberta. A primeira corresponde ao uso propriamente dito dos computadores; a segunda corresponde à realização das oficinas, refletindo um modelo de sucesso no campo da educação informal; enquanto a terceira linha corresponde a uma forma especial de trabalhar com os internautas, a chamada intervenção aberta. É essa que melhor reflete a preocupação do Sesc São Paulo em reafirmar seu trabalho de socialização da comunidade, unindo gerações e interesses diferentes em torno do mesmo intuito: a consolidação da cidadania, com seus direitos e deveres. As salas recebem um número de usuários que varia de 250 a 300 pessoas por dia. Um número fixo, tendo em vista que a política de utilização é uma só para todas elas: uso de meia hora, com a possibilidade de um mesmo usuário repetir a dose no mesmo dia, caso a demanda não esteja muito grande, o que fica mais difícil nos finais de semana, quando o número de interessados aumenta cerca de 30%.
O arsenal digital
As salas da Internet Livre de Interlagos e Itaquera possuem, cada uma, 32 computadores, um projetor datashow com telão e mais três telas de plasma. Todos os computadores possuem programas multimídias e contam também com terminal central com placas de áudio e vídeo para oficinas com demandas mais sofisticadas, além de mesas de som com doze canais. Todo esse arsenal digital espera atender cerca de quinhentos usuários por dia.
Webs vejam que iniciativa legal, veja notícia abaixo.
Evento no Rio mostra que a inclusão digital não é só conversa de políticos
Fonte:O Globo 22/3/2004
Para quem - como nós aqui do caderninho - é partidário da disseminação de informação e tecnologia, promete ser mais do que interessante a Quarta Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, que será realizada no Rio entre 19 e 23 de abril. Sob o grande tema "Mídia de todos, mídia para todos", cerca de duas mil pessoas de todos os cantos do mundo vão mostrar projetos que contemplam a liberdade e o acesso à mídia. De quebra, deixarão claro que a inclusão digital é uma questão de arregaçar as mangas e trabalhar - em vez de apenas fazer parte de discursos políticos rastaqüeras.
Sabe disso, por exemplo, o pessoal do projeto Navegar Amazônia (www.navegaramazonia.org.br), que circula por Amapá e adjacências no que batizou de um web site flutuante, um barco interligando atividades e projetos relacionados à preservação de meio ambiente, cultura e educação - sempre dando uma força para o processo de inclusão digital das populações da região.
O laboratório de tecnologia da informação do barco conta com oito computadores, todos ligados em rede a scanners, web câmeras, câmeras digitais, filmadoras eimpressoras. O sistema envia e recebe sinais de voz, fax e dados contactando-se com a nova geração de satélites geo-estacionários Inamrsat-3. Coisa de primeira categoria.
Adolescentes criam agência de notícias
Não por acaso, a Região Norte brasileira mostra que nem sempre é bom esperar pelas autoridades (raramente) competentes. Assim, vai apresentar no Rio outras experiências exemplares, como a dos telecentros culturais que atuam às margens do Rio Tapajós, no Pará. E o caso da Agência Uga-Uga de notícias, mantida por crianças e adolescentes da Amazônia desde 97. Vale a visita em www.agenciaugauga.org.br.
Essas e outras dezenas de iniciativas bem poderiam servir de inspiração para segmentos da sociedade civil do eixão Rio-São Paulo, tão propenso a esperar a ação do Poder Público, cada vez menos poderoso, cada vez menos público...
Fórum de adolescentes terá 150 participantes
Outro dos destaques do evento será o Fórum dos Adolescentes, com 150 jovens que vão participar de oficinas de produção de mídia. Está prevista a criação de uma agência de notícias e de uma rádio comunitária, que vai transmitir via internet as discussões e temas do evento - que ocorrerá na Escola Naval do Rio, na Ilha de Villegagnon, ali atrás do Aeroporto Santos Dumont.
Quem participar do encontro terá a rara oportunidade de trocar idéias com jovens de nações tão diferentes quanto Iraque, Nepal, China, Tailândia, Malásia, Burkina Faso, Ucrânia, Angola, Zâmbia e Nigéria, entre cerca de 40 países.
Metade dos estados brasileiros também estará representada.
Nem todas as atividades - como oficinas - estarão abertas ao público não-inscrito. Mas a organização do evento está estudando um jeito de permitir que os visitantes possam aproveitar o que há de melhor em propostas de todos os cantos do mundo.
A cúpula faz parte de um movimento iniciado em 1995 pela World Summit on Media for Children Foundation, em Melbourne, Austrália. Pela primeira vez o evento será realizado na América Latina.
Mais informações sobre a Quarta Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes no site www.riosummit2004.com.br.
abração
Luiz Francisco
Evento no Rio mostra que a inclusão digital não é só conversa de políticos
Fonte:O Globo 22/3/2004
Para quem - como nós aqui do caderninho - é partidário da disseminação de informação e tecnologia, promete ser mais do que interessante a Quarta Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, que será realizada no Rio entre 19 e 23 de abril. Sob o grande tema "Mídia de todos, mídia para todos", cerca de duas mil pessoas de todos os cantos do mundo vão mostrar projetos que contemplam a liberdade e o acesso à mídia. De quebra, deixarão claro que a inclusão digital é uma questão de arregaçar as mangas e trabalhar - em vez de apenas fazer parte de discursos políticos rastaqüeras.
Sabe disso, por exemplo, o pessoal do projeto Navegar Amazônia (www.navegaramazonia.org.br), que circula por Amapá e adjacências no que batizou de um web site flutuante, um barco interligando atividades e projetos relacionados à preservação de meio ambiente, cultura e educação - sempre dando uma força para o processo de inclusão digital das populações da região.
O laboratório de tecnologia da informação do barco conta com oito computadores, todos ligados em rede a scanners, web câmeras, câmeras digitais, filmadoras eimpressoras. O sistema envia e recebe sinais de voz, fax e dados contactando-se com a nova geração de satélites geo-estacionários Inamrsat-3. Coisa de primeira categoria.
Adolescentes criam agência de notícias
Não por acaso, a Região Norte brasileira mostra que nem sempre é bom esperar pelas autoridades (raramente) competentes. Assim, vai apresentar no Rio outras experiências exemplares, como a dos telecentros culturais que atuam às margens do Rio Tapajós, no Pará. E o caso da Agência Uga-Uga de notícias, mantida por crianças e adolescentes da Amazônia desde 97. Vale a visita em www.agenciaugauga.org.br.
Essas e outras dezenas de iniciativas bem poderiam servir de inspiração para segmentos da sociedade civil do eixão Rio-São Paulo, tão propenso a esperar a ação do Poder Público, cada vez menos poderoso, cada vez menos público...
Fórum de adolescentes terá 150 participantes
Outro dos destaques do evento será o Fórum dos Adolescentes, com 150 jovens que vão participar de oficinas de produção de mídia. Está prevista a criação de uma agência de notícias e de uma rádio comunitária, que vai transmitir via internet as discussões e temas do evento - que ocorrerá na Escola Naval do Rio, na Ilha de Villegagnon, ali atrás do Aeroporto Santos Dumont.
Quem participar do encontro terá a rara oportunidade de trocar idéias com jovens de nações tão diferentes quanto Iraque, Nepal, China, Tailândia, Malásia, Burkina Faso, Ucrânia, Angola, Zâmbia e Nigéria, entre cerca de 40 países.
Metade dos estados brasileiros também estará representada.
Nem todas as atividades - como oficinas - estarão abertas ao público não-inscrito. Mas a organização do evento está estudando um jeito de permitir que os visitantes possam aproveitar o que há de melhor em propostas de todos os cantos do mundo.
A cúpula faz parte de um movimento iniciado em 1995 pela World Summit on Media for Children Foundation, em Melbourne, Austrália. Pela primeira vez o evento será realizado na América Latina.
Mais informações sobre a Quarta Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes no site www.riosummit2004.com.br.
abração
Luiz Francisco
27.3.04
Olá webs e afins, tudo bem com vocês?
Estamos a pouco mais de uma semana da nossa festa, nosso Was-Encontro e portanto precisamos colocar os pontos finais e os pingos nos "is" ok?
1- tentem passar a lista de confirmados até esta próxima quinta-feira dia 01 de abril, e que seja verdade já que é dia da mentira ok?.
2- precisamos de um Cd-player a mais para a festa.
3- ficou claro a questão do Line-up dos webs??? (veja abaixo).
4- podemos levar e convidar pessoas externas, o local comporta até 200 pessoas.
5- o flyer que mandei novamente por mail, é para ser entregue para todos, tanto para divulgação e para comprovante dos R$10,00 pagos antecipados ok? (não se esqueçam do visto atrás).
Falou!!!! Luiz Francisco

Estamos no Intrasesc no espaço_S AQUI
Estamos a pouco mais de uma semana da nossa festa, nosso Was-Encontro e portanto precisamos colocar os pontos finais e os pingos nos "is" ok?
1- tentem passar a lista de confirmados até esta próxima quinta-feira dia 01 de abril, e que seja verdade já que é dia da mentira ok?.
2- precisamos de um Cd-player a mais para a festa.
3- ficou claro a questão do Line-up dos webs??? (veja abaixo).
4- podemos levar e convidar pessoas externas, o local comporta até 200 pessoas.
5- o flyer que mandei novamente por mail, é para ser entregue para todos, tanto para divulgação e para comprovante dos R$10,00 pagos antecipados ok? (não se esqueçam do visto atrás).
Falou!!!! Luiz Francisco

Estamos no Intrasesc no espaço_S AQUI
18.3.04
Esclarecimentos sobre o WAS Encontro:
1- A festa foi mudada de data para o dia 05 de abril, segunda-feira.
2- Ela será numa segunda, e não no domingo, por causa do tempo necessário aos Webs do interior se deslocaram a São Paulo. [ex. Catanduva leva 4 e meia para chegar na rodoviária]
3- Para lotar o número mínimo de pessoas que é de 60 convidados, e estes devem consumir no mínimo 10 reais, para que não sobre para ninguém o prejuízo, devemos convidar todos que quisermos na unidade, podem ser os mais ligados na IL, coordenadores, mais amigos e afins externos.
4- Irei passar amanhã o número da minha conta poupança para o povo da capital e da conta da Paula | Catanduva para o povo do interior, para depósito antecipado de um número máximo de webs e convidados que conseguirmos, para estes já garantirem a presença. O valor será de 10 reais por cabeça, que terá já um crédito de consumação no Bar, claro depois da lista que os responsáveis de cada sala irá me passar.
5- O line up da festa será definido na hora, o Fabinho | Interlagos levará o Mixer, todos os Webs levaram os CDs, a iluminação já existe, quem quiser derepente levar um strobol e máquina de fumaça seria dez.
6- Perto do Local existe vários estacionamentos 24 hs, mas o próprio Bar tem serviço de valet por 10 reais.
7- Acomodações para o povo do Interior ou da capital que quiserem ficar mais próximos de algum lugar não faltará, é só falar que colocamos todos em casas dos webs e afins.
8- O flyer que estamos escolhendo é para divulgação em geral, tanto virtualmente como também quem quiser imprimi-lo para dar a convidados.
Qualquer outra dúvida me liguem no cel 11-9836 1250 ou também me mandem um e-mail. Ass.: Luiz Francisco I-Livre Santos
1- A festa foi mudada de data para o dia 05 de abril, segunda-feira.
2- Ela será numa segunda, e não no domingo, por causa do tempo necessário aos Webs do interior se deslocaram a São Paulo. [ex. Catanduva leva 4 e meia para chegar na rodoviária]
3- Para lotar o número mínimo de pessoas que é de 60 convidados, e estes devem consumir no mínimo 10 reais, para que não sobre para ninguém o prejuízo, devemos convidar todos que quisermos na unidade, podem ser os mais ligados na IL, coordenadores, mais amigos e afins externos.
4- Irei passar amanhã o número da minha conta poupança para o povo da capital e da conta da Paula | Catanduva para o povo do interior, para depósito antecipado de um número máximo de webs e convidados que conseguirmos, para estes já garantirem a presença. O valor será de 10 reais por cabeça, que terá já um crédito de consumação no Bar, claro depois da lista que os responsáveis de cada sala irá me passar.
5- O line up da festa será definido na hora, o Fabinho | Interlagos levará o Mixer, todos os Webs levaram os CDs, a iluminação já existe, quem quiser derepente levar um strobol e máquina de fumaça seria dez.
6- Perto do Local existe vários estacionamentos 24 hs, mas o próprio Bar tem serviço de valet por 10 reais.
7- Acomodações para o povo do Interior ou da capital que quiserem ficar mais próximos de algum lugar não faltará, é só falar que colocamos todos em casas dos webs e afins.
8- O flyer que estamos escolhendo é para divulgação em geral, tanto virtualmente como também quem quiser imprimi-lo para dar a convidados.
Qualquer outra dúvida me liguem no cel 11-9836 1250 ou também me mandem um e-mail. Ass.: Luiz Francisco I-Livre Santos
...Webs abaixo os flyers que criei para o nosso encontro.. votem naquele que acharem mais legal.. deixe comentários, aqui em cima da data do post - zoando os was[x], falando o nome do flyer que querem para divulgarmos nossa festa ok???
Flyer bonecos[1]

Flyer Micro verde[2]

Flyer DJ Louco[3]

Flyer cabeças[4]

Flyer bonecos[1]

Flyer Micro verde[2]

Flyer DJ Louco[3]

Flyer cabeças[4]

17.3.04
Para as crianças WAS!!!!!

Dê seu e-mail apenas para pessoas que você já conhece na vida real.
Não se encontre com pessoas que conhecer pela internet.
NUNCA diga seu nome completo, telefone, endereço, escola ou idade. Também não conte os nomes, endereços, escolas e idades de seus amigos.
Não envie fotos de você ou de outras pessoas para quem não conhece.
Lembre-se que nos chats muita gente pode dizer mentiras ou inventar coisas para te enganar.
Se receber qualquer mensagem estranha, mostre para um adulto.
Não responda ou repasse e-mails com propagandas, mensagens publicitárias ou notícias falsas.
Não acredite em tudo que você lê ou vê na rede. Qualquer pessoa pode criar uma página e colocar nela o que quiser.
Não abra arquivos que receber por e-mail, mesmo que tenham sido enviados por conhecidos, porque podem conter vírus.
fonte: UOL Crianças
Beijos e abraços e nos vemos no Was Encontro
Luiz Francisco e Juliana I-Livre Santos [ a última das primas a ser lançada haahahah]

Dê seu e-mail apenas para pessoas que você já conhece na vida real.
Não se encontre com pessoas que conhecer pela internet.
NUNCA diga seu nome completo, telefone, endereço, escola ou idade. Também não conte os nomes, endereços, escolas e idades de seus amigos.
Não envie fotos de você ou de outras pessoas para quem não conhece.
Lembre-se que nos chats muita gente pode dizer mentiras ou inventar coisas para te enganar.
Se receber qualquer mensagem estranha, mostre para um adulto.
Não responda ou repasse e-mails com propagandas, mensagens publicitárias ou notícias falsas.
Não acredite em tudo que você lê ou vê na rede. Qualquer pessoa pode criar uma página e colocar nela o que quiser.
Não abra arquivos que receber por e-mail, mesmo que tenham sido enviados por conhecidos, porque podem conter vírus.
fonte: UOL Crianças
Beijos e abraços e nos vemos no Was Encontro
Luiz Francisco e Juliana I-Livre Santos [ a última das primas a ser lançada haahahah]
14.3.04
Pessoal:
Quem estiver em São Paulo no dia 20 de março já tem compromisso: é o projeto Sinapse Digital - http://cee.poli.usp.br/sinapse/ - que rola neste sábado, a partir das 9h, na Escola Politécnica da USP.
Ao longo do dia, acontecerão muitos debates, mesas redondas, palestras, oficinas e apresentações sobre os temas Comunidade em Rede, Desenvolvimento Colaborativo, Software Livre e Arte Digital. Também haverá o Install Fest , além da balada (dub).
Vejo vcs por lá!
Paula - ILivre - SESC Carmo
Quem estiver em São Paulo no dia 20 de março já tem compromisso: é o projeto Sinapse Digital - http://cee.poli.usp.br/sinapse/ - que rola neste sábado, a partir das 9h, na Escola Politécnica da USP.
Ao longo do dia, acontecerão muitos debates, mesas redondas, palestras, oficinas e apresentações sobre os temas Comunidade em Rede, Desenvolvimento Colaborativo, Software Livre e Arte Digital. Também haverá o Install Fest , além da balada (dub).
Vejo vcs por lá!
Paula - ILivre - SESC Carmo


















